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	<title>Algodão Hidrófilo &#187; amor</title>
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		<title>Nós éramos muito diferentes&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 17:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[ilusão]]></category>
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		<category><![CDATA[psique]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre a noção romântica de "almas gêmeas"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas pessoas não põem nestas palavras a razão para o rompimento amoroso?</p>
<p>Claro que não é fácil ter que se explicar quando a ferida da separação ainda dói e um amigo ou amiga tem a infeliz idéia de perguntar o &#8220;Porquê&#8221;.</p>
<p>É de uma falta de sensibilidade fora do comum, apesar de amplamente adotada para expressar surpresa e preocupação. Eu normalmente prefiro dizer que entendo, e perguntar &#8220;E você está bem?&#8221; ou &#8220;E como você está?&#8221; e deixar que a pessoa fale e me conte o que quizer e se quizer. Na verdade acho que o mais importante é conversar sobre outros assuntos, tentar, como amigo, refazer a ponte da pessoa com o mundo, pois uma das coisas que mais dói no fim de um relacionamento é que a maior conexão que temos com o mundo é pela pessoa que amamos.</p>
<p>Mas gostaria de me deter um pouco nessa resposta à infeliz pergunta: &#8220;Não podia dar certo&#8230; Éramos muito diferentes&#8221;. Apesar de ser resposta pronta que põe de lado rapidamente a incômoda pergunta sem-noção, o frequente recurso a ela demonstra que é idéia compartilhada, compreendida e aceita como resposta pertinente. Aponta, portanto, que é uma noção a respeito de relacionamentos que é muito forte na nossa sociedade. Pode até ser mentira, mas as pessoas aceitam.</p>
<p>Você consegue imaginar as pessoas aceitarem sem mais, sem a necessidade de explicações pormenorizadas, a resposta &#8220;É que nós éramos iguais demais&#8221;? É totalmente contrária à noção de &#8220;almas gêmeas&#8221;, da &#8220;outra metade da maçã&#8221; que está no lugar comum do nosso pensamento sobre relacionamentos amorosos.</p>
<p>Ontem li um <a href="http://www.verbeat.org/blogs/donizetti/2009/03/ame-as-diferencas.html" target="_blank">texto realmente liberador e revelador a respeito dessa noção, de Marcos Donizetti</a>. Sugiro a leitura!</p>
<p><strong>Sobre a noção de Fetiche, e o que isso tem a ver com o amor narcisista</strong></p>
<p>Fetiche é uma noção ligada à psique e à sociologia marxista. É a idéia de que o ser humano é capaz de projetar elementos da sua psique e &#8220;dar vida&#8221; a um objeto inanimado. Quando temos tesão por roupas e sapatos estamos a dar vida a estes objetos com o sentido que a eles imputamos. Na sociologia marxista, quando dizemos que é o dinheiro que faz o mundo girar estamos também dando vida a um objeto inanimado e incapaz de agir, botando à sombra as relações de dominação entre os homens que realmente fazem o mundo funcionar da maneira que funciona.</p>
<p>Após a leitura do texto de Donizetti é possível que fique mais claro o entendimento  da idéia de narcisismo como fetiche: ela sugere que ao procurarmos nós mesmos no outro estamos projetando nossa psiquê no outro, que é tomado não como pessoa, mas como objeto.</p>
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