Eu amo essa mulher
Só depois da Marlene Dietrich, está a Ute Lemper no meu panteão de Deusas. Se você não conhece, nem sei o que dizer.
Ah, porra, a Ute merece uma pagina inteira de vídeos.
Vale a pena conhecer também quem é Kurt Weill, tudo de bom.
Tucanos são pássaros migratórios
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 25 de June de 2009 às 1:48
Vale a pena Ver, principalmente o terço final, que são trechos pérola da sentença. It’s a must!
Valter Alexandre Mena é o nome do juiz que desceu o cacete na administração Serra na liminar contra a lei anti-fumo do pobre. Dá pena do bichinho… é anti-cológico maltratar assim os animais.
Cenas dos próximos capítulos. Quais serão?
Serra deverá procurar a proteção do Ibama
Serra pensará em mudar o nome para Erra. Antes o projeto era mudar pra Ferra, mas talvez fique Zé FacasGuinsu, com o qual ele passará desapercebido no Seilão.
USP – Cultura e Greve
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 24 de June de 2009 às 8:27
Há uma série de eventos – teatro, palestras, grupos de trabalho, música, etc, que acontecerão na USP nesta semana, a partir desta quinta (25), inclusive o batizado que será feito pelos trabalhadores, estudantes e professores e quem mais tiver um pingo que reste de autoridade cidadã e quizer batizar conosco, a rua da Reitoria, que pela autoridade por nós conquistada passará a se chamar “Rua da Universidade Livre”
confira!
Mais sobre a greve na USP
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 24 de June de 2009 às 7:48
Ouvi dos alunos que a USP estava elaborando seu projeto de ensino à distância quando vem o Moto-Serra e para tudo -- táca-lhe UNIVESP na cabeça. Só falta fazer um contrato com a Abril pra mandar Veja agora pros alunos do curso à distância e fazer bom uso do dinheiro público, como é de prache.
O Prof. Gil -- veja no 2o vídeo -- é defensor da UNIVESP e prof do Instituto de Física (leia abaixo)
Saudosa Malocaaa
Maloca queridaaa
dindindondi nóis passemo
dias felis de nossas vidaaa
O Instituto de Física vem sendo um dos mais truculentos nos últimos anos. Dizem que foi o diretor do IF quem falou em chamar a polícia contra a ocupação da Reitoria em 2007 (leia sobre ela aqui, a partir do 8o parágrafo)
O Instituto de Física fecha a porta de suas salas de aula aos seus próprios alunos. Como professora particular de inglês é comum que eu seja chamadaa a dar aulas nas unidades. Alunos de pós se dão mui bem, tem acesso a salas. Em muitos locais você como aluno apenas, pode ocupar qualquer sala que esteja vazia. No instituto de física as salas estão à venda. Estão fechadas, pois para abrí-las é preciso pagar. Eu tenho amizade com os porteiros em todas unidades que visito, pelo simples fato de que como fumante demoro uns 5 a 10 minutos fumando fora da sala, então bato papo, outro motivo é que sou socióloga e não dá pra ser socióloga com medo de gente. Conversar com os meninos (sempre chamo eles assim) me ajuda a perceber melhor o que pensa essa classe de gente posta a servir a classe média, e que para ela é invisível. Então sempre converso c´a faxineira, c’ o porteiro, c’o homi que serve café. São visões de mundo, verdadeiros universos, aprendo muito com todos eles e às vezes também opino (sai pra lá com essa idéia de iluminado que ensina pra onde tá a luz pra classe blue-collar, se você deixa de ser surdo vai se maravilhar com o quanto eles tem consciência -- uma consciência gravada a ferro e fogo nas suas carnes)
Um dos meninos disse: não precisa se apurrinhar, se eu estiver aqui, eu abro a sala pra você. Eu penso: deus me livre, além da possibilidade de sermos saídos a pontapé que nem cães sarnentos, ainda vai ficar na minha consciência o que quer que a truculência desta administração faça com esse aí. Eu tava mesmo aperreada: tinha resolvido dispensar uma aluna sem problemas de umahora-e-meia por esses dois coitados alunos do IF -- de umahora -- que trabalham o dia todo, fazem o curso à noite e estavam tentando dar conta de uma demanda que a própria carreira acadêmica faz a eles: que saibam inglês é si ne qua non para no futuro ingressarem no mestrado, e eles precisavam, pois são básico básico, nem provinha de tradução eles teriam condição de enfrentar, quanto mais o TOEFL pedido pelo IF). Bom, eu estava nuns nervos, pois tinha mandado os alunos conversar com o zelador, como é normal em outras unidades: só pra ver em que sala nós atrapalhamos menos, e eles, coitados, tiveram que dar conta de chegar mais cedo do trabalho e levaram a porta na cara com muita rudeza. Me sentia culpada. Estava deprimida, mas disse: não, eu vou ver até onde isso vai (sabia que ia ser tratada com tudo requinte de crueldade).
O zelador não dispensou nenhum requinte, faltou só mijar na minha cabeça e cuspir na minha cara. Mesmo assim, insisti, pois sei que ele é só o capataz, queria chegar pelo menos no capataz acima dele. Me mandou falar com a secretária do diretor. Fui lá. Encontrei a perua de sempre, com a crueldade de capataz mais poderoso que é típica (é muito interessante notar com que goso esse capataz te põe no seu lugar, fica estampado na cara). Precisa pagar o uso da sala, pois se você é empresa de línguas, precisa pagar, que a sala é do instituto (é interessante a forma como o discurso de direita perverte a questão do uso da coisa pública). Não sou empresa, vendo a minha força de trabalho. O sistema do instituto pede que ao completarem o curso seus alunos já saibam inglês, e são alunos do instituto. Eles não tem direito ao uso de salas nem para grupos de estudo? Ela diz com goso na cara pintada de blush: Não. É possível mandarem um pedido ao diretor? Primeiro ela disse Não, e depois que insisti que pelo menos eles tem o direito de fazer um pedido formal ela me diz: Tá, pode mandar, mas não vai adiantar. Onde está o formulário (como aluna de outros institutos sei que ele existe, como mecanismo burocrático). Não tem, faça de próprio punho, mas não vai dar em nada.
Conheci outrora um outro tipo de Instituto de Física -- ele deve ter ocorrido em outra dimensão. Parece uma coisa Sci-Fi, comparado a este. Naquele instituto, os alunos desenvolviam atividades culturais, saraus, recitais de música erudita, uma vez fui a um recital de cítara, palestras de extenção, onde aprendi sobre as ligações entre a entropia e a vida, a validade dos modelos matemáticos, a física ligada à onda sonora, música e o universo, … cara, a minha ligação com aquele instituto de física era emocional. Já tinha notado que o instituto de física dos dias de hoje está culturalmente morto, agora sabia o porquê. Aliás, tava levando o porquê na cara.
O Instituto de Física vê o aluno como um baderneiro a ser controlado. Como motoqueira pude perceber. Havia no corredor aberto, em frente ao bandejão, um espaço ótimo pra parar motos -- não atrapalhava o estacionamento nas vagas dos carros, e não atrapalhava a circulação dos alunos. Um dia o espaço ganhou uns vasos enormes. Desconfiei: eles não querem as motos aqui. Passei a parar no estacionamento, onde era sempre acossada pelo gualda (tenho pena dele, pois é pau mandado) que não era pra parar entre os carros. De acordo com quem? eu pergunto uma das vezes. Ele aponta rumo à secretaria do instituto e começa a se explicar como pode, sem citar nomes (olha o terror no funcionário terceirizado). Eu digo: só vou tirar um xerox e tiro a moto daqui, ok? Ok.
Passo pelo corredor e noto que algumas motos, sem ter onde parar, estacionaram como podiam, junto à parede do bandejão. Dias depois volto pra tirar mais xerox, e noto que a guia rebaixada pra DEFICIENTES foi levantada. Penso: “Puta Que PAriu”. Algumas motos ainda estão no cantinho da parede do bandejão. Passam-se uns dias: aparece um cavalete com um aviso: “Favor não parar motos aqui”. Nenhuma moto. Provando que era desnecessário os vasos e levantar a guia contra os deficientes, pois os alunos não são um bando de vândalos, só não querem atrapalhar o estacionamento de carros, nem ser acossados pelo coitado do vigia.
Comecei a estacionar entre os carros, que é meu lugar. Veio o vigia acossar e respondi: Desculpa, mano. Eu sei que (apontei na direção da secretaria) foram eles que mandaram, mas é o seguinte: eu pago impostos pra andar de moto, e o código de trânsito diz que é assim que eu devo e tenho o direito de estacionar. Quer pegar o número do meu celular? Você dá o número pra eles (aponto pra secreta-ria) e eu explico isso para eles. Ele disse: Não precisa não. Eu mesmo falo. Tem certeza? Tenho. Pode ir. (acho que até ele tava co saco torrado com essa história).
O Comentário Excluído
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 17 de June de 2009 às 20:34
Fez bem, a MariaFrô, em excluir o comentário, pois ia dar um pau do cão. Como tenho certeza que a pessoa não vai chegar no Algodão (deusmelivre), mas acho interessante, publico eu aqui.
There is a new comment on the post "Não há justificativa para a barbárie ocorrida ontem na USP". http://mariafro.wordpress.com/2009/06/10/nao-ha-justificativa-para-a-barbarie-ocorrida-ontem-na-usp/ Author: Hahaha! Comment: Vermelhinha ignorante, quem q levou gas mostarda?? Hahauhauahua Cuidado com os napalm, hein!! XD See all comments on this post here: http://mariafro.wordpress.com/2009/06/10/nao-ha-justificativa-para-a-barbarie-ocorrida-ontem-na-usp/#comments
the Bubble
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 16 de June de 2009 às 10:34
Assista o filme the Bubble (a Bolha?) e veja os vídeos dos Shiministim e leia todos os Posts sobre a Palestina que encontrar no Biscoito Fino.
Leia o Post de Maurício sobre o Perú.
Assista o vídeo “Os Sem Terrinha” no Dialógico.
Ouça Börk cantar “Declare Independence” na China sob o Contexto de um Tibet esmagado. E veja os vídeos dos Chineses revoltados com ela.
Veja os vídeos dos alunos da USP (post abaixo dá links) e procure os da Globo pelo Youtube e pense nas diferenças e na Bolha.
Dê uma Googlada sobre a África -- são tantas coisas que é impossível indicar uma só. A África funciona bem como contra-exemplo do que nos tornamos quando as divisões são muito mais importantes do que nos une. Pense nisso.
Se você acha que a Azeredo é a coisa mais importante do mundo, por que não olhar pro lado? Procure saber sobre as lutas das rádios comunitárias esmagadas pela Anatel e por um estado alinhado aos interesses da grande mídia, alinhada ao PSDB-DEMO.
Em suma, saia dessa bolha, e veja o mundo com outros olhos. Faça uso do que Mills chamou de “imaginação sociológica”: se ponha na pele dos outros, pense, ache na sua vida exemplos similares que possibilitem uma comparação mais humana, exercite suas sinapses sociológicas -- todos as temos.
Viva. Em uma vida só a vida de uns bilhões de seres humanos na face da terra atual e do passado. Leia tudo o que caair na suas mãos sobre história, antropologia, literatura, geografia humana, blogue. Siga os hiperlinks como se disso dependesse a sua vida, pois ela depende.
Acerca da imaginação sociológica, encontrei no Imaginação Sociológica um link bom pra cacete.
Tá muito bom…
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 12 de June de 2009 às 7:57
eu vou ter que compartilhar. O prof. Hariovaldo dá um show, demonstra que sabe mais que o manual de redação da folha, do estadão, da globo e da abril juntos…
Filosofia da Morte
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 11 de June de 2009 às 10:44
Fume demais, peguei muito vento no Prédio da História, e depois chuva de moto, me alimentei mal,
calma, não morri, tá ótimo. E depois, este curso Philosophy of Death do prof Kaegan de Yale que eu estou assistindo (na cama em baixo de um monte de cobertor, mel, etc) é um curso divertido, nada gloomy… pena que eu não tenha toda a literatura a mão.
Por falar nisso, na FFLCH os alunos andam falando muito contra uma tal de UNIVESP?? -- tô muito dodói pra checar. Mas é que as universidades estão querendo fazer parece que desses cursos pagos à distância que vendem diplomas.
Gostaria de demonstrar o que boas universidades fazem, como extenção universitária. Botam a gravação dos seus cursos gratuitamente acessados pela internet, junto com a bibliografia dos cursos. Dá pra perceber a diferença? Aqui na USP o curso pago de microscopia eletrônica no IB é chamado “extenção universitária” e você paga uns 750 reais, imagino. Assim como este, outras gloriosas extenções da universidade para os bolsos do profissional que quer se qualificar estão à disposição na mais variegada escolha de cores e sabores. Como a burrice, ela está na mesa…
O que é claro, me lembrou Tom Zé. Uma canjinha: ele na ocupação da reitoria da usp em 2007
Guardando Links
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 11 de June de 2009 às 9:46
Um aluno da Geografia contou uma história bonita, de um professor do IF. Acho que era o Américo Kerr. Vou querer desenterrar
link pouco a ver, muito a ver com outras reflexões: fundações, políticas de educação
As Assembléias de Ontem
Postado por Flavia em Sem categoria no dia 11 de June de 2009 às 9:20
Relato de Lúcia Rodrigues, que estava ontem na FFLCH, recolhendo estas informações. A Lúcia é da “Sindicato é pra lutar”, e membro da comissão pró-confecom, ex-estudante da FFLCH. Recebi pelo maillist da Confecom São Paulo
_____________________
Professores exigem saída de reitora da USP do cargo
Eles também exigem diretas para reitor, a reabertura das negociações e a saída imediata da PM do campus; funcionários e estudantes fazem passeata na terça-feira,16, para denunciar violência policial
Por Lúcia Rodrigues
A assembléia dos professores da USP, que ocorreu nesta manhã, 10, no anfiteatro da Geografia aprovou por unanimidade a continuidade da greve e a exigência da retirada imediata das tropas da PM do campus universitário.
Os docentes também aprovaram por ampla maioria que a reitora Suely Vilela deve deixar o cargo. “Chegou a hora de dar um basta. Agora é fora Suely”, ressalta o professor da Física Américo Kerr.
“Ela (Suely) declarou, por suas atitudes, que é incapaz de continuar desenvolvendo suas atividades”, completa Francisco Miraglia, docente do Instituto de Matemática e Estatística.
Diretas já
Em atitude inédita, os professores da USP também aprovaram por ampla maioria que o próximo reitor da universidade deve ser eleito diretamente pela comunidade universitária.
“Até dois anos atrás eu era contra a eleição direta para reitor, mas depois da gestão Suely, passei a defendê-la”, comenta István Jancsó, da História.
A assembléia de funcionários, que ocorreu à tarde no saguão do prédio de História, também decidiu intensificar a campanha por diretas para reitor. A continuidade da greve foi aprovada por unanimidade. E eles também exigem a saída da reitora Sueli Vilela do cargo. Os docentes vão protocolar as reivindicações na reitoria.
Unidade na ação
Professores e funcionários também decidiram que vão realizar um ato na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, para denunciar a violência policial e a presença militar no campus. A data da manifestação será definida na próxima semana.
O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) propôs que os moradores da favela de Paraisópolis, localizada na região do Morumbi, sejam convidados para a manifestação na Faculdade de Direito.
Funcionários e estudantes também participam na próxima terça-feira, 16, de uma passeata. A caminhada prevista para hoje foi suspensa devido à chuva. Os manifestantes partirão da Cidade Universitária rumo à avenida Paulista. O objetivo é denunciar a invasão das tropas militares e a violência policial.
Demissão
Os trabalhadores da USP acompanham a audiência dos diretores do Sintusp Aníbal Ribeiro Cavali e Zelito Souza dos Santos, no próximo dia 18, no Instituto de Eletrotécnica e Energia. Os dirigentes estão sendo processados pela reitoria da USP por participarem de manifestações no campus. O processo movido pela reitoria é semelhante ao que resultou na demissão de Claudionor Brandão, em dezembro do ano passado.

