Notícias de Honduras

do blog Por Honduras Libre.

Compañeros y compañeras:

Unas mil personas se encuentran atrapadas entre los comandos elites del ejercito en Alauca, municipio de El Paraiso, departamento de El Paraiso, a diez kilometros de la frontera con Nicaragua, a quienes en el marco del Estado de Sitio no se les permite circular para comprar alimentos o agua. Tampoco se permite a los habitantes del municipio de El Paraiso movilizarse a hacer compras mucho menos a solidarizarse con los manifestantes, provocando con ello una emergencia humanitaria debido a que despues de dos dias de haberse movilizado estan desfalleciendo de hambre, sed y enfermedades porque beben de quebradas contaminadas, comen cualquier cosa y se encuentran muchas personas enfermas, a quienes los militares impiden ser evacuadas,

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Blogos-Fera Critica

Este texto surgiu no espaço de comentários do post “Respostas a Algumas Perguntas Frequentes”, do Biscoito Fino e a Massa, em resposta a Alexandre Nodari,  que comentou eu.

Alexandre,

“Essa história de “formar uma rede” é totalmente equivocada, mesmo se for caso de ativismo. Formar uma rede é o que as empresas e instituições tentam fazer.”


Então me diga como ficam os “cidadãos” atomizados frente a um poder que ele desconhece, de entranhas burocráticas e de conchavos, um sistema muito acima e para além dele. O “cidadão” (coloco o cidadão entre aspas e explico depois) … o “cidadão” moderno me lembra o ser humano pintado por Benjamim na modernidade da guerra: seu frágil corpo nada pode frente à imensidão de uma máquina de guerra.

Assim também é a política. Ao “cidadão” se dá o poder de apertar os botõezinhos de quatro em quatro anos. Sujeito a uma máquina de propaganda, uma máquina de CPIs e de criação de discursos, uma máquina cujos entremeios Kafkanianos ele desconhece, ele vai com fé (?) de quem por fim, sabe das coisas, apertar botões a cada 4 anos.

Quando se pega um assunto de interesse cidadão (sem aspas) – pois
não se está a tentar a fama por meio de uma discussão qualquer acerca da vida de Michael Jackson, mas de um processo que envolve um sem-número de brasileiros e que vai retornar -
na forma de leis à todos os brasileiros como norma, à qual
todos, mesmo que não rousseanamente envolvidos na feitura da lei que obedecemos, mas num momento posterior, no momento de sua
aprovação, atinge a todos como suditos desta república, e é,
portanto de qualidade diversa de qualquer outra discussão de blog, ou post.

Quando se deixa de ver que um post é qualitativamente diverso de outro, estamos num mercado de posts.

“toda manhã, para ganhar meu pão
vou ao mercado, onde se compram mentiras.
cheio de esperança

alinho-me entre os vendedores.”

(Hollywood, Bertold Brecht, tradução de Aroldo de Campos)

E como todo post, e assim, todo blog, é equivalente geral, passa-se a aplicar a ele as regras da troca como se fora um equivalente, uma
mercadoria qualquer. “Michael Jackson”, “Madona” e “disputa entre movimentos sociais e empresariado pela democratização ou manutenção das coisas como estão” passam, no universo de blogs, que me parece um mercado, a estarem sujeitas às mesmas regras de troca, de propaganda indireta (já viu que a propaganda hodierna não é direta? ela não diz: compre isto para fazer X, ao contrario, ela diz “o produto Y é tããããão legaaaalll, e nem diz o porquê).

Por isso se aplica a mesma regra a tudo, assim como no mercado a mesa (primeiro capítulo de O Capital) feita com arte, que leve ao artesão a sua vida para compor, tem um preço e entra na mesma régua monetária que a mesa feita em dois segundos pela indústria. São mercadorias, e isso lhes rouba a qualidade, ou o espírito – têm cada qual apenas um valor de troca, que as torna comparáveis.

Portanto, o pedido de linkagem é todo – cada qual – todo comparavel por que denota cada um, sem diferenças, uma e só uma
coisa, ou (será que?) a cabeça do blogueiro só pensa por meio de uma regra que reduz tudo ao mesmo mercado de trocas? E, dentre as moedas de troca estão as linkagens e dentre os prêmios a fama e os pêmios de melhor blog. A estas regras são submetidos todo e qualquer assunto (?), a partir da chamada “boa maneira blogueira”, como se os assuntos não fossem de qualidades e esferas distintas (tanto Michael Jackson quanto Confecom tem o mesmo valor de
troca, como se do ponto de vista politico eles fossem a mesma coisa?)

Assim, toda a proposta de formação de rede aparece no mercado de posts como se fosse a formação de quadrilha visando a fama, ou o prêmio, pois o “blogueiro” já não vê diferença entre isto e um ativismo “saudável”, uma alternativa do “cidadão” atomizado frente à máquina politica, uma tentativa de invenção de um mecanismo político não tão novo, mas modernizado (todo sujeito político torna-se político não pelo isolamento, mas pela associação. que esta se faça por blogs é só usar o recém-existente para re-criar em novos termos o previamente existente).

Deixa-se escapar as brechas que existem como se fossem coisas “que só empresas e instituições fazem” (?). (a respeito de instituições, me lembro como se fosse ontem o momento em que deixei a minha infância conceitual e passei a entendê-las de outro ponto de vista: foi quando, num banho de água fria, uma professora de sociologia disse que não é porque as instituições tenham um mesmo nome – como “escola”, por exemplo – que elas representam a mesma coisa: passei a tentar enxergar para além do nome, cada instituição em particular – por ex, sabemos que PT e PSDB estão sujeitos às mesmas regras do jogo polítco, mas ao mesmo tempo são instituições diferentes, para além das regras que as moldam grosso-modo).

Mas voltando à essa ideia de que “redes” é o que empresas e instituições fazem: isso quer dizer que o recurso é eficiente, e por isso as esquerdas perdem campo em deixar de fazê-lo, pois abrem um vacuo ocupado pela direita e com isso abrem seu flanco, ou que é um recurso do mal? Não seria ingenuidade pensar dessa segunda
maneira?

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Jovens passavam fome e dormiam com ratos nas colheitas de Limão (SP)

Nunca é demais eu falar para lerem o blog do Sakamoto. Então, se você ainda não conhece, comece por aqui. Perdi a vontade de tomar suco de limão.

“Combater a fome é bordão citado por políticos em eleição, empresas que querem limpar a barra, entidades não-governamentais e personalidades públicas em busca de redenção social. Desde que fique na superficialidade das ações cosméticas. Mudanças estruturais significam transferência de terra, recursos financeiros, direitos. Significa mudanças de comportamento dos mais ricos, incluindo padrões de consumo e padrões de lucratividade, para saciar a fome dos mais pobres. Ou seja, colocar em prática alguns conceitos de igualdade. Aí a porca torce o rabo. Vem a turma do deixa-disso, não seja radical, o mundo é assim mesmo, uns comem muito outros pouco e vai se levando, olha a legalidade, respeite a propriedade… Traduzindo: mudar sim, desde que tudo fique como está.” Post Você já Comeu Hoje? de Sakamoto

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Gutemberg está morto?

Copio abaixo meu comentário no site da Carta Maior, que não foi recebido por que “ORA-01001: invalid cursor”, seja o que for que isto signifique.

“é preciso assegurar o fim da proibição à leitura de jornal. Também devemos elaborar políticas públicas – já que o mercado exibe sua incapacidade – para que os brasileiros assim como recebem do estado merenda escolar, remédios, camisinhas, dentaduras, bolsa família, também recebam jornais e revistas para a sua informação”

Parece piada, pois o Governo Serra esta dando conta disso. Não é dessa forma que o governo de São Paulo anda gastando verba pública para ajudar a Abril? Enviando Revistas Veja não só para escolas como para professores? Conhece a maldição do Gênio? Quando fazemos um pedido ele nos dá o que queremos de forma a nos fazer um mal maior que se não tivèssemos o que queríamos. A moral da história é sempre: tenha cuidado com o que você deseja.

Será que o público não lê jornal por ser iletrado, ou não lê jornal porque os jornais estão cada vez menos informativos, cada vez mais truculentos e sem-sentido?

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Mais alguns dados sobre a gripe suína

  • 36.000 pessoas morrem de gripe comum por ano nos EU (aqui)

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Audio-books e outras tecnologias

audio-livros, audio-libros… eles existem em muitas línguas, são bons para melhorar a sua atenção auditiva, neste mundo dominado pelo visual.

Onde você pode conseguir os audio-livros de domínio público:

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Agradecimentos pelo Conto

Nestes ultimos dias escrevi um e-mail a amigos pedindo ajuda:

demanda esquisita: seguinte: bateu cansaço do semestre inteiro, cansaço de Confecom, desdo começo do mês em stresse por causa das bombas nos alunos e tudo o que aconteceu na USP, semana passada mal do estômago, fumando feito cão sarnento, esta semana a gripe me derrubou 4 dias, e pra completar tô de TPM, inchada, dói tudo, até câinbra no pé eu tive…

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Conto

Suas moléculas começaram a perder coesão, assim como as da planta, do ar que seu peito cortava, se misturavam ao pavimento e o solo debaixo deste, começaram a se dissolver num gostoso movimento ondular que se prolongava na batida do seu pé contra a geléia do asfalto. Misturavam-se átomos de Juan ar, asfalto. O prazer que o invadia não era só seu: era do nitrogênio, clorofila, e cimento. O solo, com uma textura de teia de aranha, tocava-lhe as coxas, e continuava a penetrar-lhe em direção à braguilha. Todo ele, solo, planta, ventavam rumo à porta de entrada: o gerente o recebia como de costume, já não era gerente, continha uma difusão de ar e máquina registradora com notas verdes macias. Seu sabor se misturava ao das pastilhas de menta e chocolates, e aos números das notas e partículas soltas das fotografias de mulheres gostosas vindas de dentro das revistas. Anita, aquela delícia cujos seios vinham com moléculas de suor e leite aos seus lábios, partículas de gozo em dar ordens, o gosto salgado e metálico das bancadas de salgadinhos próximos ao caixa, carregados por marés de fótons vindos das estantes de cerveja.

O som do alarme. Ah, só mais um pouco… Suas pernas o empurram para fora da cama quente num movimento lento e deixa sua vontade sobre o travesseiro tão bom. Alarme de novo. Aperta o botão do relógio e olha o número que pisca: lembra o que significa aos trancos.

Já de café na mão, Juan sente o calor penetrar seus dedos e o aroma a lhe inundar o cérebro. Sorve, enquanto seus olhos se dirigem ao jornal que Carmen empurra em sua direção. Carmen. Raios úmidos de sol gelado refletiam sobre sua face inchada de sono. Ela é tão bonita.

“Muñequita…” ele mia. Ela volta seus olhos que se achinezam num início de espreguiçar.

Seus olhos lambem as notícias e sua língua se inunda de café quente. Subway collapses in Brazil. A las personas se las tragó la tierra… autorities discuss responsabilities… Metro company, técnicos del gobierno y de las constructoras. The major declares…

Seu pensamento se transporta no tempo e no espaço: Lembra-se de algo que ouvira na sua infância em Peñuelas, o padre dizia do pó viestes, e ao pó…

Olha a hora. Preciso acordar.

Sentia-se estranho. A voz de Carmensita lhe acariciava as orelhas, mas ele não compreendia. Era preciso fazer um esforço. O gato ondulava por suas pernas. Sua mão vai mecanicamente acariciá-lo. A hora.  Café. Vai como autômato e gira a água quente. As roupas com cheiro de sono viajam por sua superfície, sua cabeça passa pelo buraco da blusa. Sua pele nua sente o ar gelado da manhã.

Chega pela porta e o gerente de cara amarrada. Ele sabe o que fazer: vai cumprimentando os amigos: Diego está colocando o cartaz de preços de ofertas do dia. Peter, um dos poucos nascidos naquela cidade de merda, é um pé no saco e ele faz que não o vê dando ordens à Anita, quando ela é funcionaria assim como ele. Imbecil. Pablo, Buenos dias, Hagalo bien hecho! Ele responde a brincadeira dizendo: Si, mi general! Entra pelo estoque e pega as caixas de leite. Meia hora para abrirem as portas. A multidão se acumula à porta. Seus braços treinados colocam as caixas. Pronto. Vinte e cinco minutos. Carlos lhe dá buenos dias, mientras lhe passa shampoos que ele leva à estante certa. Arrumado. Quinze minutos. Coloca as tarjetas de preço no balcão dos chocolates, junto com o representante da Nestlé que arranja o produto na prateleira mais aos olhos das crianças enquanto o gerente lhe ralha que falta alguém pra receber as frutas que chegam. Cinco minutos.

Uma bomba de adrenalina lhe invade as veias, enquanto Juan ao chão vê em câmera lenta solados de sapato e pacotes refletindo muitas cores enquanto caem em direção ao seu corpo. Sua cabeça de encontro ao piso vê e sente muitas coisas: relembra um sonho esquecido enquanto sente o cheiro de shampoo dos banhos tomados cedo, a marca de desodorantes que Pablo arrumara à pouco nas prateleiras lhe chega à garganta que se aperta sob o peso. Vê o rosto de Carmen, e sente o gato como teias de aranha a roçar suas pernas. Por fim, transporta-se no tempo e no espaço e por um breve instante é um menino sentado ao banco da igrejinha de Peñuelas. Do pó vieste e ao pó voltarás são palavras que lhe acariciam as orelhas. Palavras que ele apenas sente e não ouve mais.

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A gripe suína, o pânico e o terror como instrumentos de crescimento de um novo Leviatã da saúde

Por que eu não escrevo sobre a gripe suína:

Muita gente (a classe médica em especial) fica falando por ai que a internet não é fonte confiável, e que os pacientes não tem o nível necessário para separar o joio do trigo. Sugiro a leitura desta página em que a classe médica dá asas ao seu imenso preconceito contra pacientes que tentam ser mais informados do que eles e uma olhada neste texto para contrabalancear.

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O Amuleto de Ogum

Eu ainda não vi, mas o Maurício (blog Cinema e Outras Artes) já me convenceu que vale a pena passar na sua vídeo locadora (ou talvez aqui), assistir e entrar na profundidade da discussão dele. Convido a todos: marque na sua agenda, veja e volte ao post do Maurício.

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