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	<title>Algodão Hidrófilo</title>
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		<title>Incineração vs Reciclagem</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 15:24:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este texto no blog do Nassif – sobre a possibilidade de adoção de incineração de lixo no Brasil – me deixou preocupada. Há tempos a China adotou o modelo da queima do lixo. Não foi nem está sendo bom para a China e nem para o resto do mundo.

Estamos falando de grandes queimas de lixo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/14/incineracao-vs-reciclagem/">Este texto</a> no blog do Nassif – sobre a possibilidade de adoção de incineração de lixo no Brasil – me deixou preocupada. Há tempos a China adotou o modelo da queima do lixo. Não foi nem está sendo bom para a China e nem para o resto do mundo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">Estamos falando de grandes queimas de lixo. O cheiro que esses incineradores produzem, diz-se, pode ser sentido por uma milha. Os gases e fuligem produzidos por esses incineradores formam uma nuvem chamada de  Nuvem Atmosférica Marrom (ABC, Atmospheric Brown Cloud) que hoje se estende da Península Arábica à Coreia. Na primavera ela se desloca para o leste, podendo chegar à Califórnia.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 478px"><img src="http://www.treehugger.com/china%20air%20pollution.jpg" alt="a foto de satélite mostra a extensão da nuvem" width="468" height="445" /><p class="wp-caption-text">a foto de satélite mostra a extensão da nuvem</p></div>
<address>(imagem retirada d<a href="http://www.treehugger.com/files/2008/02/a_picture_china_air_pollution.php">aqui</a>)<br />
</address>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Localmente a ABC vem sendo responsável por um aquecimento atmosférico que pode ser o responsável pela aceleração do derretimento da capa de gelo na região do Himalaia, mas também pode estar ajudando a mascarar os efeitos dos gases estufa por suas características reflexivas. De acordo com <a href="http://www.unep.org/Documents.Multilingual/Default.asp?DocumentID=550&amp;ArticleID=5978&amp;l=en">relatório de 2008 da UNEP </a>(Programa ambiental das Nações Unidas), de Beijing a Nova Delhi essa nuvem de gases e poeira com mais de 3 Km de altura tem bloqueado parte da luz solar:  O dia nas cidades da região tende a ser de 10 a 25% mais escuro (em comparação com a  década de 1950). Quem visita cidades como Shanghai acaba aprendendo um vocábulo cunhado na Revolução Industrial inglesa: <em>Smog</em> (mistura de “<em>smoke</em>” e “<em>fog</em>”, em outras palavras, algo que parece neblina mas é fumaça). Hoje em dia a <em>smog</em><span style="font-style: normal;"> é parte constituinte da paisagem nessa região.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><img class="alignnone" src="http://www.treehugger.com/china-smog-tiananmen.jpg" alt="" width="468" height="257" /></p>
<address style="margin-bottom: 0cm;">(imagem retirada d<a href="http://www.treehugger.com/files/2008/11/giant-smog-cloud-blocking-sun-asia-cities-un.php">aqui</a>)<br />
</address>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Os impactos à saúde humana são de grande monta: estima-se que 340.000 pessoas morrem por ano na China e Índia devido à causas que podem ser diretamente retraçadas a esse tipo de poluição. Em <a href="http://siteresources.worldbank.org/INTEAPREGTOPENVIRONMENT/Resources/China_Cost_of_Pollution.pdf">relatório de 2007</a> o Banco Mundial responsabiliza a poluição por 750.000 mortes só na China. As queimas são um dos principais responsáveis: <span style="font-style: normal;">jogam na atmosfera grande quantidades de poluentes. Não só CO e CO2, mas também sulfatos, mercúrio, dioxina e outras partículas orgânicas que podem causar não só doenças respiratórias e cardiovasculares, mas atacam também o sistema nervoso (efeitos, em especial, da dioxina e do mercúrio).</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-style: normal;">Ao passo em que na China a população protesta contra a construção de mais incineradores e pelo uso de medidas menos poluentes do ar, os produtores dessa tecnologia buscam novos mercados e o Brasil está na mira dessa indústria. Não é possível que só os catadores achem isso absurdo e que só de causas diretas – como a possibilidade de perdas de empregos – se faça essa discussão. Não é possível que sejamos incapazes de olhar para o exemplo da China e aprender com ele, ao menos, o que não deve ser feito. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-style: normal;">Há, sim, novos modelos de incineradores, que realizam uma combustão mais completa e jogam menos partículas tóxicas no ar. Entretanto, os elementos tóxicos se concentram nas cinzas produzidas. Ou seja, viram cinzas altamente tóxicas que contém esses mesmos componentes que estão causando tanto estrago. Está claro que o modelo de redução de tóxicos para por ai e que nem mesmo o destino dessas cinzas está resolvido. Na China eles são jogados no ambiente, podendo contaminar o solo e a água. Ainda acredito que tenhamos mais capacidade que isso e que não será preciso chegarmos à situação em que estão os chineses, para entendermos que não é possível adotarmos esses modelos. O problema do lixo deve ser confrontado, mas será que essa é uma forma sustentável de fazê-lo?</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-style: normal;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-style: normal;">Outros links com informações:</span></p>
<ul>
<li><a href="http://seattletimes.nwsource.com/html/nationworld/2009642712_chinaburn12.html">China&#8217;s burning trash a global hazard</a></li>
<li><a href="http://www.treehugger.com/files/2008/11/giant-smog-cloud-blocking-sun-asia-cities-un.php">Killer Smog Cloud Smothers Sunlight across Asia</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		<title>UnB detona! Uhúú! &#8230; garotada fica pelada pra protestar contra Uniban</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 03:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[veja aqui! E mais aqui! Gostei, garotada batuta!
.
São inspiradores. Lindinhos. Juventude libertária, assim é que tem que ser.
.
Que bom ver que tem moçada recebendo educação de verdade, com consciência e bom humor!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>veja <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/11/estudantes+da+unb+fazem+protesto+nus+contra+caso+de+machismo+na+uniban+9068960.html">aqui</a>! E mais <a href="http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?277154">aqui</a>! Gostei, garotada batuta!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>São inspiradores. Lindinhos. Juventude libertária, assim é que tem que ser.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Que bom ver que tem moçada recebendo educação de verdade, com consciência e bom humor!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Protesto em frente à Uniban</title>
		<link>http://algodao.algumlugar.net/2009/11/protesto-em-frente-a-uniban/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 03:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
saiu no mídia independente a série de fotos e crônica feitas por Tchello sobre o protesto do dia 10. Há outra chamada agora para o dia 13.
Isso ai, vamos pelo menos deixar claro que não é por que toda a &#8220;facú&#8221; apoiou que o resto da sociedade acha eles fofinhos.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://brasil.indymedia.org/images/2009/11/458084.jpg" alt="" width="472" height="354" /></p>
<p>saiu no mídia independente a <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/11/458083.shtml">série de fotos e crônica feitas por Tchello</a> sobre o protesto do dia 10. Há outra chamada agora para o <a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/texto_blog.asp?id_artigo=7731">dia 13</a>.</p>
<p>Isso ai, vamos pelo menos deixar claro que não é por que toda a &#8220;facú&#8221; apoiou que o resto da sociedade acha eles fofinhos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A culpa é da minissaia?</title>
		<link>http://algodao.algumlugar.net/2009/11/a-culpa-e-da-minissaia/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Concordo, Thiago. Aliás, exatamente. Na mosca. Não tem nada a ver com a minissaia. Esse é o X da questão.
.
Ouvi rádio, vi programas de TV e visitei fóruns de discussão, e as pessoas estão discutindo a minissaia. É como se insistissem em comer a casca e jogar a fruta fora. E isso por si só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo, <a href="http://algodao.algumlugar.net/2009/11/em-defesa-da-mini-contra-o-linchamento/#comment-2390">Thiago</a>. Aliás, exatamente. Na mosca. Não tem nada a ver com a minissaia. Esse é o X da questão.<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span><br />
Ouvi rádio, vi programas de TV e visitei fóruns de discussão, e as pessoas estão discutindo a minissaia. É como se insistissem em comer a casca e jogar a fruta fora. E isso por si só já é fascinante para uma socióloga. O post sobre minis está ai só pra relativizar a coisa mesmo: o que ocorreu com minissaias, ocorreu com saias curtas, ocorreu com calças, sutiã, etc. Não se trata de minissaia, realmente, nem de quanto esta era curta ou não.<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span><br />
Sabe o que eu achei interessante entre os que justificam o ocorrido? (inclusive os que dizem que &#8220;não era pra tanto&#8221;, pois estes estariam expressando que era para a moça ser punida, apenas discordam da punição “em grau&#8221;, digamos). Esses discursos revelam um modo de pensar pelo qual a presença do corpo feminino revelado aos olhares constitui-se numa ofensa – gostaria de enfatizar esta última palavra, note bem: uma ofensa &#8211; que mereceria resposta. A vítima é tornada ofensora. Variante desse discurso é o “ela deveria saber” que encontrei tanto nos fóruns de discussão, quanto em pessoas entrevistadas pela TV sobre o assunto. Chamo atenção por exemplo, para uma consultora de moda de um desses programas de TV &#8211; nunca vi mais gorda, pois não assisto TV, mas fuçando vi que é figurinha que tem um programinha sobre &#8220;moda&#8221; &#8211; dizendo exatamente isso: &#8220;não era para tanto&#8230;“mas ela deveria saber.” Ou seja, a culpada é a vítima. Muito interessante&#8230;</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sabemos que não tem nada a ver com a minissaia, talvez tenha a ver com o corpo feminino como ofensa a todos &#8211; hooliganzinhos machos e fêmeas presentes. Se no caso tivéssemos um menino sem camisa, um menino de cuecas, ou mesmo um menino pelado, acho que a reação haveria, mas duvido que seria a mesma (acuado, perseguido e ameaçado grupalmente de estupro? não creio). Então, o fato de ser uma garota, e de que garotas simbolicamente estão sujeitas a um tipo de cossa pública desse tipo, que envolve a ameaça de estupro grupal por meninos e meninas &#8230;</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O estupro (e bem entendido, o estupro <strong>grupal</strong>) seria, neste vocabulário dos sentidos partilhados por todos os hooligans da uniban, o limite, a forma mais acabada de humilhar uma menina que eles isolaram da multidão.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A libido de todos foi &#8220;naturalmente&#8221; tão instantaneamente canalizada para a revanche que isso só já colocaria várias perguntas:</p>
<p>1. O que explicaria essa canalização de libidos tão instantânea para a violência com uma só vítima?</p>
<p>2. a energia de uma libido que se libera com tal força sugere a repressão de libidos, e talvez a sua não sublimação (a não utilização da energia psíquica reprimida para outras tarefas)</p>
<p>3. (nem eu sei onde estou indo, se alguém mais quiser ajudar, esteja bem vindo). Por outro lado, a identificação arbitrária de uma vítima comum foi muito instantânea. Dizer posteriormente que estava claro que ela seria vítima (o &#8220;ela devia saber&#8221;), é diferente de haver uma regra de conduta prévia. Essa regra não existe: são os atores do  processo (e os que os justificam) que dizem isso após o ocorrido.</p>
<p>4. Claro que estereótipos agiram ai. Foram as ferramentas linguísticas usadas na identificação de uma vítima comum. Mas creio que mais básico que isto, e portanto, mais importante, é o fato de haver a necessidade nesse grupo de jovens (necessidade que pelo jeito se encontrava latente, represada, pronta para estourar na mínima falha) de fazer uma vítima. Então o fato mais básico ao qual assistimos foi a necessidade de um grupo de dar um jeito de identificar &#8211; da forma que for &#8211; uma vítima, e transformar essa vítima em comum em uma festa.</p>
<p>4. uma festa &#8211; isso é o que me lembra Nietzsche, no caso. &#8220;o fazer sofrer causava um prazer imenso à parte ofendida: fazer sofrer! Isto era uma verdadeira festa!&#8221; são as palavras em Genealogia da Moral que ecoam na minha mente quando vejo aquilo: o gozo daquela multidão. Estava muito claro que a vítima estava mesmo muito apetitosa pela forma como todos, num êxtase, se juntaram ao banquete sem nem perguntar se estavam convidados.</p>
<p>5. E se a verdade que procuramos está na inversão dessa lógica? Não que &#8220;o fazer sofrer cause prazer imenso à parte ofendida&#8221; (o que seria a origem das nossas idéias mais nobres de justiça e bem). Mas e se o raciocínio inverso  é que faz sentido? Ou seja, que o prazer imenso de fazer sofrer impõe que se justifique isso por meio da ofensa que a vítima teria impingido aos seus algozes? Isso não é culpar o sabor da carne da presa pela fome do predador? E o que isto sugeriria, afinal?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Não tenho respostas, apenas perguntas e mais perguntas se acumulam, o que acho bom, pois respondê-las de forma fácil e suscinta seria encerrar um assunto, e talvez isolá-lo de nós como uma curiosidade, um quebra-cabeças interessante, mas terminado. Mas todos sabemos que não se trata de um fato isolado. Todos sentimos que o ocorrido tem mais a ver com nossas mazelas sociais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em Defesa da Mini &#8211; contra o linchamento</title>
		<link>http://algodao.algumlugar.net/2009/11/em-defesa-da-mini-contra-o-linchamento/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 23:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
Minis já têm certa história. A foto acima, da Liga de Moças Alemãs, é de 1941. Mas antes delas, uma geração de mulheres (flapper girls: mulheres que usavam saias curtas, gostavam de jaz, usavam maquiagem, bebiam e dirigiam automóveis – tudo isso considerado imoral), nos anos 1920.
.
Em 1960 minivestidos e minissaias viraram moda, símbolo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4e/Bundesarchiv_Bild_183-2000-0110-500%2C_BDM%2C_Gymnastikvorf%C3%BChrung.jpg/768px-Bundesarchiv_Bild_183-2000-0110-500%2C_BDM%2C_Gymnastikvorf%C3%BChrung.jpg" alt="" width="430" height="348" /></p>
<p>Minis já têm certa história. A foto acima, da Liga de Moças Alemãs, é de 1941. Mas antes delas, uma geração de mulheres (flapper girls: mulheres que usavam saias curtas, gostavam de jaz, usavam maquiagem, bebiam e dirigiam automóveis – tudo isso considerado imoral), nos anos 1920.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c1/Louise_Brooks_ggbain.32453u.jpg/250px-Louise_Brooks_ggbain.32453u.jpg" alt="Louise Brooks, 1927" width="250" height="354" /><p class="wp-caption-text">Louise Brooks, 1927</p></div>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Em 1960 minivestidos e minissaias viraram moda, símbolo de liberação feminina, usados por feministas. Diz que Germaine Greer e Glória Steiner usavam. Mas não deixou de ter feminista contra a minissaia. Designers famosos pela popularização da minissaia nos anos 60: Mary Quant e André Courrèges.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/_rXyuK-AOb6s/Sh5-XXkyW3I/AAAAAAAAD28/QBATKLrgrRM/s400/miniskirt.jpg" alt="" width="309" height="400" /></p>
<p>Minissaias são um objeto de cultura, uma construção histórica de mais de 60 anos de aceitação na nossa cultura, particularmente na chamada alta-cultura, no terreno simbólico da contestação do lugar da mulher e na arte.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Mulheres já foram hostilizadas por suas vestimentas muitas vezes na história da barbárie/civilização. Exemplos disso devem ser incontáveis, mas para citar um que é famoso, me lembrei do tribunal de inquisição que julgou Joana D&#8217;Arc. Sem poder provar que ela fosse herege, e sem conseguir colocá-la em contradição com o dogma católico durante os processos (pelo que entendi, Joana era iletrada, mas era muito inteligente), o tribunal acabou por mandá-la para a fogueira mesmo assim. A acusação: ela usava calças, e isso era imoral.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span><img class="alignnone" src="http://hannakramolisck.files.wordpress.com/2009/07/mary-e-modelos.jpg" alt="" width="400" height="366" /></p>
<p>A sociedade permaneceu muito tempo resistente ao uso de calças por mulheres, até que no fim do século 19 e início do 20 essa resistência foi sendo vencida por mulheres que tomaram os postos de trabalho masculinos, e por feministas, contestadoras da posição da mulher na sociedade. Uma das defensoras do uso de calças para mulheres foi Marlene Dietrich. Além dela, aviadoras como Amelia Earhart. Mas antes delas, trabalhadoras, mulheres comuns.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<img class="alignnone" src="http://www-rohan.sdsu.edu/~mkuefler/History583/marlene_dietrich.jpg" alt="" width="326" height="450" /></span></p>
<p>Interessante notar que o uso de calças despertava o mesmo tipo de reação, sendo considerada indecente, imoral, reveladora de formas femininas que deveriam ser cuidadosamente escondidas por camadas de saias, hoje é tido como algo normal.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Outro exemplo do que foi indecente em outras épocas aparece no conto &#8220;Missa de Galo&#8221; de Machado de Assis. O conto não faz nenhum sentido se não compreendermos que a mulher que fica em casa com o estudante pensionista (enquanto o marido vai à missa) está mostrando ao estudante, enquanto conversam, partes do corpo que não devem ser mostradas: os tornozelos e os braços. O que seria, naquela época, uma infidelidade conjugal, hoje absolutamente não tem sentido nenhum de imoralidade.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Que uma pessoa ache outra imoral, não é de impressionar. O que impressiona é o gozo daqueles alunos da uniban. O que, nesse caso, me lembra Nietzsche.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O &#8220;Ficha Limpa&#8221;</title>
		<link>http://algodao.algumlugar.net/2009/11/o-ficha-limpa/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 12:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Peço que desconsiderem o último post que só tem mer&#8230; porcaria, que quando a gente escreve no ímpeto do estarrecimento com um e-mail que recebemos ao acordar, devíamos botar os miolos no lugar antes de escrever besteira.
O que me frustra com essas petitions do tipo desse &#8216;ficha limpa&#8217; é que se trata de uma visão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Peço que desconsiderem o último post que só tem mer&#8230; porcaria, que quando a gente escreve no ímpeto do estarrecimento com um e-mail que recebemos ao acordar, devíamos botar os miolos no lugar antes de escrever besteira.</p>
<p>O que me frustra com essas petitions do tipo desse &#8216;ficha limpa&#8217; é que se trata de uma visão tão classe média (burra) da vida pública e não só pelo que a ação isolada represente em si, mas em conjunto com todas as demais atitudes classe-média frente ao mundo (nenhuma), demonstram o que é esfera pública &#8211; ou qual o sentido de público &#8211; para esses seres humanos que acham que o mundo é algo que eles devem evitar.</p>
<p>Me explico noutra hora. Mas sobre o post anterior: é aberração, daquelas que você mete o pé na jaca e depois na boca. Desconsiderem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Confecom Paulista</title>
		<link>http://algodao.algumlugar.net/2009/07/confecom-paulista/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 17:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Está para começar neste sábado 1o de agosto a etapa estadual da Confecom. Vamu lá, galera, você pode se inscrever, ou passar por lá só pra olhar, no mínimo você aprende um pouco sobre o que está ocorrendo, sobre ONGs, sobre esse tipo de relacionamento politico&#8230;
mais detalhes aqui
depois eu dou uma melhoradaa neste post.
Ah, se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está para começar neste sábado 1o de agosto a etapa estadual da Confecom. Vamu lá, galera, você pode se inscrever, ou passar por lá só pra olhar, no mínimo você aprende um pouco sobre o que está ocorrendo, sobre ONGs, sobre esse tipo de relacionamento politico&#8230;</p>
<p>mais detalhes <a href="http://liberdadedeexpressao.net.br/">aqui</a></p>
<p>depois eu dou uma melhoradaa neste post.</p>
<p>Ah, se vc é de outros estados, dá uma googlada, todas as etapas estaduais estão para começar. Se encontrar alguma indique que eu posto, poste também&#8230; a nossa democracia tem que mudar.</p>
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		<title>Vale Cultura? Para ajudar no tal do debate</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 03:35:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[a maravilhosa pluralidade da cultura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[rouanet]]></category>
		<category><![CDATA[vale cultura]]></category>

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Ah, Brazil, Brazil&#8230; um retrato de ti que tu desconheces. Leia o post, belíssimo, de Maurício no blog Cinema e Outras Artes
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			<content:encoded><![CDATA[<p><div style="float:left;margin-right: 10px;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" data="http://www.youtube.com/v/dC7FC0jqBv4&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dC7FC0jqBv4&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></div> <div style="float:left;margin-right: 10px;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" data="http://www.youtube.com/v/VNQgfTWDdtM&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VNQgfTWDdtM&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></div> <div style="float:left;margin-right: 10px;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" data="http://www.youtube.com/v/m0TyalSgmmQ&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m0TyalSgmmQ&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></div> <div style="float:left;margin-right: 10px;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" data="http://www.youtube.com/v/L7juINv2eCA&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L7juINv2eCA&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></div> <div style="float:left;margin-right: 10px;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" data="http://www.youtube.com/v/60cKujlmspQ&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/60cKujlmspQ&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></div> <div style="float:left;margin-right: 10px;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" data="http://www.youtube.com/v/6ST5Umu88ko&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6ST5Umu88ko&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></div></p>
<p>Ah, Brazil, Brazil&#8230; um retrato de ti que tu desconheces. Leia o post, belíssimo, de Maurício no <a href="http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com/2009/07/vale-cultura-o-elitismo-e-o.html">blog Cinema e Outras Artes</a></p>
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		<title>Menina-Projeto ou Garota Interrompida?</title>
		<link>http://algodao.algumlugar.net/2009/07/menina-projeto-ou-garota-interrompida/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 23:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade e criação]]></category>
		<category><![CDATA[vida louca]]></category>

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		<description><![CDATA[Para mim é sempre assim: Será que gosto mais de dar início às coisas do que tomá-las como projeto de vida? Não sei responder a esta pergunta. Apenas que o que sinto é que há em torno de mim possibilidades inexploradas, e com relação a estas, eu poderia não fazer nada (pois estou confortável na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.adorocinema.com/filmes/garota-interrompida/garota-interrompida-poster01t.jpg" alt="" width="109" height="165" />Para mim é sempre assim: Será que gosto mais de dar início às coisas do que tomá-las como projeto de vida? Não sei responder a esta pergunta. Apenas que o que sinto é que há em torno de mim possibilidades inexploradas, e com relação a estas, eu poderia não fazer nada (pois estou confortável na minha profissão e sou razoavelmente bem sucedida). Então por que fazê-lo? (se não espero de meus projetos que revertam em uma alternativa de carreira, nem um lucro, nem fama e fortuna?)<br />
<span id="more-626"></span></p>
<p>Parece até que as justificativas que não envolvem o acima exposto são ou ingênuas, ou pura perda de tempo, ou cheiram à subversões (tipo FFLCH gosta de apanhar), ou têm uma agenda secreta (talvez conseguir dominar o mundo?).</p>
<p>Eu digo que não é nada disso, mas a crença alheia é como eu digo para os meus estudantes: Só você pode decidir. Só você pode fazer as coisas (aprendizado, crença, decisão) no seu cérebro, eu, o que eu posso fazer, como professora, é indicar certos caminhos e você é que tem o poder de escolha.</p>
<p>Inda bem! Imagina se professores fossem grandes controladores de mentes, acho uma coisa saudável quando meus alunos -- como dizem outros professores – “não cooperam” – isso demonstra que eles têm o poder de escolha (e que se eu não estou sendo bem sucedida é por que ou não consegui convencê-los ou por que simplesmente estou usando os “métodos” errados, ou sendo confusa). O mesmo com respeito às crenças.</p>
<p>No entanto sempre acho que os objetivos devem ser sempre bem claros e ter mais prioridade que qualquer outra coisa: Mais prioridade do que, por exemplo, ser bacaninha. Isso tanto como blogueira como professora. Ou ser divertido, ou tantas dessas coisas que podem entrar num blog ou numa sala-de-aula, mas que na minha opinião devem ser considerados como algo que se faça sempre que der (e que se justificam como meios, ou formas), mas que não se justificam como objetivos.</p>
<p>Imagine: qual o conteúdo de uma disciplina se o único objetivo do professor é ser bacaninha? Pode parecer estranho, mas como professora já recebi um sem número de turmas que vieram de um professor, ou, pior, de uma série de professores assim. É duro reverter o quadro de desinformação prévia dos alunos. Por essa razão, e a despeito de passar a ser considerada professora-lixo (que é como é visto o professor de básicos), eu pedia mais turmas de básico 1 quando dava aulas em escolas – pois pelo menos dava a formação básica para os alunos avaliarem suas metas e seus sucessos, e cobrar metas de outros professores. Vendo a formação daqueles que foram meus alunos no B1 eu via que alcançava o que queria.<br />
Isso para mim era paga suficiente, apesar de me incomodar ser vista como professora-lixo por que pegava básicos. Já fui contratada em escolas exclusivamente para dar aulas de avançados, pois na seleção era assim avaliada como melhor investimento. Isso por que os avaliadores medem os conhecimentos e fluência daqueles que selecionam, mas não avaliam a formação dada na escola nem são, por isso, capazes de evidenciar onde é que os problemas começam, do ponto de vista da formação dos seus alunos. Há diversas razões para que isso ocorra, mas não vou perder o foco, que era outro. Ao pedir turmas de básico um professor como eu é visto como alguém que não quer trabalhar, que quer mole. Quando na verdade, era um oposto: se você recebe uma turma fluente de avançado, tem os professores anteriores a agradecer e é só mandar os alunos fazerem, pois eles não tem <img class="alignright" src="http://www.marininstitute.org/images/smirnoff_052803.jpg" alt="" width="179" height="234" />dificuldades – isso sim é vida fácil: a aula vai praticamente no automático, e o professor diz que a turma é ótima, que são muito espertos, coisas assim. Mas quando pega uma turma emperrada, que foi sendo passada aos trancos e barrancos, ele diz que a turma é ruim, Reproduz o faz de conta que vocês estão aprendendo anterior e bola pra frente, que eu não sou jesus-cristo pra querer remendar o mundo. Mas não se trata de remendar o mundo, se trata de fazer ações que tenham eficácia: consertar uma turma de avançado é quase missão impossível. Dar uma formação para a independência desde o começo passa a ser a forma mais eficaz de fazer com que o aluno se torne o mestre e o avaliador do seu aprendizado e de seu saber.</p>
<p>Mas nada disso revertia em reconhecimento (não por via da instituição). Dar aulas divertidas foi sempre um ótimo meio de fazer com que os seus alunos respondam que você é uma maravilha nos questionários de avaliação de professores da escola, e se você der vídeos mudos do Mr. Bean, em geral vão responder que você utiliza recursos audio-visuais e que suas aulas são legais, mesmo que nada saia do vídeo (apesar de que o Mr. Bean pode ser usado com objetivos em sala-de-aula). Isso também ocorre por uma série de razões, mas deixemos por hora de lado. A questão é: se fazendo isso <img class="alignleft" src="http://pedrobiondi.files.wordpress.com/2008/07/crocodilos.jpg" alt="" width="255" height="189" />eu consigo reconhecimento certo, porque teimo no caminho mais duro? Não é para ver os olhinhos dos meus alunos brilharem (apesar de que vejo, e gosto muito), nem por que seja uma vocação, um dom de deus (sou atéia). É por que tudo o que faço só consigo força psicológica para fazer e me motivar se achar que estou fazendo certo, que tenho objetivos claros, e que não estou enganando ninguém (pelo menos ninguém que não mereça, como os alunos: o diretor que me avalia como boa se eu passar um vídeo&#8230; já são outros quinhentos, ele merece).</p>
<p>É difícil levar a sério as coisas em que você não acredita.  Para mim é difícil até fazê-las. Quando não acredito no que faço, deixo de acreditar em mim, e me sinto como se tivesse umas mil toneladas de chumbo ligadas aos meus braços. O insucesso eu não ligo. O não acreditar no que eu faço, para mim, é impossível levar: gera depressão, niilismo, o raio.</p>
<p>Ao contrário: fazer coisas em que acredito me move: arranjo energia para dar conta de tudo e mais um pouco, apesar de que certas coisas vão entrando em sub-categorias: mais e menos importantes, mais e menos urgentes, mais e menos eficazes, e claro: mais importante que tudo são aqueles que amo e que dependem de mim. Assim é a ordem das prioridades (apesar que de vez em quando perco o rumo, ai entram meu marido, minha gata, meus amigos pra me avisar que tou indo pro barranco feito uma lemingue feliz).</p>
<p><div style="float:left;margin-right: 10px;"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="250" data="http://www.youtube.com/v/fR0Te8GOyCc&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fR0Te8GOyCc&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></div> Sei lá, acho que muitos dos que só admitem os argumentos de ganho (carreira, dinheiro e fama) vão me dizer que sou pirada, mas desde que não me internem – como ocorreu com a garota do filme que dá titulo ao post) tá tudo bem de duvidarem da minha idoneidade, da minha agenda secreta, do meu parafuso à menos&#8230; Não se pode, às vezes, nem agradar ou gregos ou troianos (e os Bálcãs em peso estão contra ti). Figuras de linguagem à parte: que importa, se não são os outros, mas o meu super-ego quem me faz sofrer? Perto dele, o resto é bolinho pro café da manhã.</p>
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		<title>Só para não ser apócrifa</title>
		<link>http://algodao.algumlugar.net/2009/07/so-para-nao-ser-apocrifa/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 20:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[anti-autoria]]></category>
		<category><![CDATA[apocripatifaria]]></category>
		<category><![CDATA[sobre mim]]></category>

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		<description><![CDATA[Há tempos venho considerando  esta questão da apocripatifaria (é assim que se diz?). Como socióloga acho que devo dar o braço a torcer para qualquer um que diga que tendo a complicar as coisas. Cheguei a um têrmo neste momento e vou &#8220;sair do armário&#8221; antes que eu mesma mude de idéia (às vezes é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos venho considerando  esta questão da apocripatifaria (é assim que se diz?). Como socióloga acho que devo dar o braço a torcer para qualquer um que diga que tendo a complicar as coisas. Cheguei a um têrmo neste momento e vou &#8220;sair do armário&#8221; antes que eu mesma mude de idéia (às vezes é melhor agir no impulso, às vezes é pior&#8230; como se diz: &#8220;o futuro a deus pertence&#8221;, repito apesar de ser atéia)</p>
<p>Então tá: só pra não ser apócrifa:</p>
<p>Flavia de Paiva Brites Martins<img class="alignright" src="http://www.algumlugar.net/flavia/imagens/Eu.jpg" alt="" width="159" height="118" /></p>
<p>mãe: brasileira</p>
<p>pai: vindo do Campo de Víboras aos 5</p>
<p>RG: 23.019.957-4</p>
<p>CPF: esse eu não dou</p>
<p>se quizer ler mais bobeira clique abaixo:</p>
<p><span id="more-622"></span></p>
<p>associações: não associada até o momento presente (o futuro a deus pertence) a nenhum partido ou ONG (não que eu  ache isso ruim)</p>
<h2>(de)Formação:</h2>
<p>Biologia USP incompleto &#8211; com paradas estratégicas por assuntos de família &#8211; de 1992 a 1995</p>
<p>Sociologia USP &#8211; de 1996 até esqueci quando, mas me formei (ufa)</p>
<h2>Atividades Subversivas prévias:</h2>
<p>CABIO &#8211; 1994</p>
<p>Centro Acadêmico da Sociais &#8211; acho que em 1997. Foi uma bosta, o</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 177px"><img src="http://www.algumlugar.net/flavia/imagens/eu%20melhorzinho.jpg" alt="ah, tá bom, vai: eu com pijama na cama sem gorrinho (o que é anormal)" width="167" height="125" /><p class="wp-caption-text">ah, tá bom, vai: eu com pijama na cama sem gorrinho (o que é anormal)</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">contexto entre os estudantes era o que</span> </span>eu chamo de &#8220;presidenciáveis&#8221; (no geral as atitudes dos estudantes de sociais era carreirística, e o que faz um &#8220;grande líder&#8221; sozinho? Pôrra nenhuma)</p>
<p>que mais&#8230;</p>
<h2>projetos acadêmicos (ou nem tanto)</h2>
<p>- projeto genoma &#8211; trabalhei com DNA mitocondrial &#8211; sem bolsa &#8211; com Francisco Gorgônio da Nóbrega (Gogó para os conhecidos), creio que em 1992.</p>
<p>- laboratório de bioquímica &#8211; prof. Francisco Terra. Ele administra de casa, o poder do lab está dividido entre os pós graduandos segundo o seu ranking (doutorado e mestrado) e uma secretária (será que ja se aposentou) com direitos de uso capião, num departamento em que laboratório está contra laboratório, todos pisam nos outros e os poobre iniciação-científica como eu duram pouco.</p>
<p>- Depto. de Botânica (cê vê que eu tentei) com Jane Elizabeth Kraus, dois projetos: 1. criação de um  atals de botânica &#8211; que só existia importado e caríssimo &#8211; brasileiro. O projeto virou um <a href="http://atlasveg.ib.usp.br/focara.html">Atlas Online</a> (quando procurei a prof. com a idéia não tinha essa coisa de internet userfriendly &#8211; um gênio quem teve essa idéia &#8211; pois agora está à disposição de todos) do qual só me orgulho, apesar do meu nome não ser citado (que importa isso? acho bobagem, além disso, já estou em outras faz tempo).</p>
<p>2. O segundo projeto era de estudo de galhas em Eugênia lívida. (what? say it again? &#8211; don&#8217;t bother&#8230;)</p>
<p>- na sociologia &#8211; participação temporária num projeto de memórias sobre Asis Simão Sader (não fui a frente, mas aprendi um pouco)</p>
<p>- comoo bolsista, com Francisco de Oliveira &#8211; pesquisa sobre as privatizações na grã bretanha &#8211; projeto vinculado à pesquisas sobre privatizações no Brasil. (aprendi muito com o prof. Chico, apesar de não ter posto nada em uso imediatamente&#8230; são coisas que ficam pra vida&#8230;)</p>
<p>- tentativa de desenvolvimento de um projeto sobre ideologia biologica (genética e a formação de sensos comuns e políticos) que bateu com a cara na parede, pois ninguém trabalha com isso e eu tinha que ir pra Dublin, só que tenho paúra de estar longe de mamãe (é sério, não que eu seja apegada, mas e no evento de fuder geral, eu bato na porta de quem?)</p>
<h2>Vida pessoal</h2>
<p>casei (com algém que não existe &#8211; pode procurar &#8211; deste só existe este: ele também escreve <a href="http://sabia.algumlugar.net/">blog</a>), contas a pagar, sou professora de inglês. Não que sempre tenha sido fácil, mas hoje em dia tenho mais gente me procurando que horarios a oferecer (e claro que não ofereço todos, pois como fica o meu tempo pra fazer o que não dá dinheiro, mas que para a minha sanidade mental &#8211; que está sempre à perigo &#8211; é saudável?)</p>
<p>pronto. Acho que disse tudo. Que fique registrada a bobeira.</p>
<h2>Elucubrações que viraram razões para eu não apostar na fama do meu nome de princesa:</h2>
<p>veja <a href="http://algodao.algumlugar.net/2009/06/saidas-contra-um-novo-culto-da-especializacao/">neste post</a></p>
<p><a href="http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/935">continua no Imaginação Sociológica</a></p>
<p>continua em tantas outrs vias que é impossível citar todas, portanto desisto desta grande empreitada.</p>
<p>Bases para entender o que vai na confusão da cabeça de um sociólogo qualquer: <a href="http://nortonbooks.typepad.com/everydaysociology/2009/06/how-to-think-like-a-sociologist.html">How to think like a sociologist</a> &#8211; acho que a autora resume bem o imbróglio.</p>
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