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a maravilhosa pluralidade da cultura brasileira, rouanet, vale cultura
Este post foi feito em 30 de julho de 2009, 0:35 e está arquivado em Artes, Políticas Públicas. Você pode acompanhar alguma resposta a esse post através de RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou citar de seu próprio site.
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#1 por cremilda estella - 16 de dezembro de 2009 às 13:06
Nooossa ! Essa flor de algodão me levou lá para 1956. A minha família vivia na roça.
Tempos de “catar” algodão.
Um trabalho duro, feio à unha mesmo.
Sei lá….tive saudade, tempo de extrema dureza, onde o trabalho braçal não dava condições de garantir comida no prato para todo mundo, todo dia…
Mesmo assim a gente sonhava, e era bom sonhar…
Sonhar era de graça, como hoje….
#2 por Flavia - 16 de dezembro de 2009 às 15:08
Sabe, eu acho que é algo precioso ter conhecido uma outra realidade. Eu vejo muitas pessoas da minha idade sem se importar com os outros, só eu, eu, eu, ganhando muito mais do que a maioria da população ganha e ainda achando que a vida é injusta e que isso é só com ela. São as crianças do condomínio fechado: para elas só elas existem, só elas estão cansadas e com pressa na fila do supermercado ou no trânsito.
Eu infelizmente não conheci o que é vida na roça, mas conheci o que é viver numa vizinhança de verdade: as crianças brincando na rua, as mães revezando quem ficava de olho na garotada. Era o bairro do Pari. Brincavam juntos o filho do negociante e o menino do cortiço. Em dia de Cosme e Damião a garotada toda ganhava doce e brinquedo – eram bolas e bonecas e carrinhos de plástico que muitas crianças hoje em dia achariam porcaria, mas eram disputadas. Com eles a gente brincava o ano inteiro. Eu era a neta da dona Itair, o outro era o filho do Neno. Era uma comunidade. As pessoas se conheciam, se respeitavam, se preocupavam com as outras. Eu não sabia o que era isso, mas minha avó várias vezes mandava um dos meus amiguinhos de brincadeiras, o André, levar coisas pra casa dele. Só mais velha fui entender. Naquela época eu nem me preocupava. Para mim eramos todos iguais. E de fato somos.