Audio-books e outras tecnologias


audio-livros, audio-libros… eles existem em muitas línguas, são bons para melhorar a sua atenção auditiva, neste mundo dominado pelo visual.

Onde você pode conseguir os audio-livros de domínio público:

  • Projeto Gutemberg – lá você pode conseguir os mesmos em textos e alguns deles em audio, em várias línguas. (só cuidado com os lidos por computador, que não são muito bons, na minha opinião)
  • Librivox – coleção de audio-books em inglês, for free, lidos por voluntários.

Bom, esses são os que eu uso, mas já que estou escrevendo este post, decidi googlar “audio-libros” e encontrei:

Enfim, é só fuçar que vc encontra coisas legais para baixar.

Comprar audio-books também é bom negócio – nada como ouvir profissionais do audio acariciando seus ouvidos. Vou copiar abaixo um comentário que eu fiz no blog Conversa de Bar sobre audio-books e… novas tecnologias.

(conversávamos sobre o Harry Potter)…  num li, mas ouvi. Acho uma pena que a gente não tenha uma tradição de oitiva na língua portuguesa. Os audio-livros são poucos, eu mesma sempre tenho vontade de pegar um microfone e gravar algum autor que já seja de domínio público. As pessoas fazem isso em lingua inglesa como voluntários para deficientes visuais, mas qualquer um pode baixar. Foi assim que conheci jane austeen, tristão e isolda, e outros. Mas o harry em audio é pirateado do audio-book comercial. O áudio chega às livrarias no mesmo tempo que o livro impresso, e o leitor é sempre um mestre: impressionante na sua capacidade de interpretar e modular a voz para os personagens (o cara que leu os livros da rowlin é récord de número de vozes criadas para a série, mas na minha opinião ele não chega aos pés do que gravou o hobbit em LP – são alguns LPs pra completar a história, mas ainda assim, ela é tão longa que teve que ser abreviada, ou dá-lhe LP. na era do CD é mais fácil).
Penso na tradição de ouvir livros como uma vertente de uma tradição muito mais antiga que não morreu naquela cultura. Homero é o que se conhece da tradição oral grega. Os estudiosos nem sabem se Homero foi de fato um homem, se ele apenas registrou esta tradição oral, e olha que as histórias, contadas em verso, cuja rítmica e rima auxiliava na memória coletiva da história e era arte do contador, eram enormes, e todos sabidos de cor. Na Inglaterra vitoriana, e mesmo antes disso, na idade média, as senhouras se reuniam para fazer seus trabalhos – trabalhos de senhoras e senhoritas bem educadas, crochê, pintura, desenho, bordado, etc – e não era raro que alguma delas lia para as outras.
Meu pai me contava estórias longas pra eu dormir – a minha preferida era chapeuzinho vermelho, mas ele contava outras, inclusive, falando nisso, suspeito que uma delas venha do folclore portugUês, ele é portuga, de um vilarejo chamado campo de víboras. Família camponesa-esa-esa. Coisa de gente simples.
As pessoas tem preconceitos contra ouvir livros. Tem também um inexplicável preconceito contra o e-book, que eu acho o máximo. O problema é ou ter um laptop pequenino ou um palm top. Mas imagina, poder carregar uma biblioteca inteira no bichinho, e quando vc se lembra: ah sim, acho que weber falou disso, dá um procurar e acha. Ainda é muito difícil no brasil, pois o meio não foi desenvolvido, mas imagina que lindo. Eu, sentir apego pelo papel? Que coisa besta. Sinto apego pelas idéias. O papel mesmo é uma coisa que pesa, fica velho, pega traça, cheiro de pó, estragou perdeu, o arquivo pode ter back-up, e além do mais no japão a sony inventou o eletronic ink que não chega no Brasil nem a pau, pois nem os e-book devices normaizinhos não chegam, mas o sony com eletronic ink quase não gasta bateria e não produz luminozidade, igual um livro. pra ler na cama precisa de abajour.

Além disso, há radios que disponibilizam lectures de intelectuais – eu ouvi muitas destas palestras em rádios canadenses, mas faz tempo. Acabei de googlar “lecture radio” e apareceu este link: Radio Time, que parece ter coisas interessantes.

Há um site que disponibiliza vídeo ou audio de cursos inteiros nas universidades americanas (e não é curso à distância, por que não da diploma, mas é extensão universitária das melhores, você encontra a bibliografia dos cursos e pode acompanhar – eu estou acompanhando um de Filosofia). O site chamado Academic Earth.

Outro que eu usei é um blog chamado Tese Digital (andei baixando uns arquivos de palestras de Foucault, ele falando inglês é engraçado, em francês precisa algumas repetições pra começar a entender, mas não é difícil – adorei uma palestraa que ele fala sobre heterotopies, gostaria de saber se isso foi publicado, pois quem sabe um dia precisarei citar…)

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